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	<title>Reflexões sobre cultura gay e sexualidade</title>
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		<title>Reflexões sobre cultura gay e sexualidade</title>
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		<title>interlúdios</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 23:22:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>femmepiano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Queridíssi@s, Sei que iniciei o Blog há mais de um mês e só escrevi um post até agora. Idéias não me faltam, estou plena delas, louca para ter uma pausa nessa correria de estudos frenética em que me encontro. Por isso, não desanimem e voltem a visitar, daqui a algum tempo, pois garanto conteúdo fresquinho [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=queerandhappy.wordpress.com&amp;blog=10701741&amp;post=11&amp;subd=queerandhappy&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Queridíssi@s,</p>
<p>Sei que iniciei o Blog há mais de um mês e só escrevi um post até agora.</p>
<p>Idéias não me faltam, estou plena delas, louca para ter uma pausa nessa correria de estudos frenética em que me encontro.</p>
<p>Por isso, não desanimem e voltem a visitar, daqui a algum tempo, pois garanto conteúdo fresquinho (e polêmico) em breve.</p>
<p>Gostaria de acrescentar e endossar o convite feito pessoalmente a diversos de vocês, leitores e leitoras, para que enviem material para o Blog.</p>
<p>O espaço é aberto para vocês, não tenho outro objetivo senão fazer desse um espaço democrático para que todos possam colaborar.</p>
<p>Sintam-se à vontade para entrar em contato comigo, por meio do blog ou do email mariveiga@gmail.com, com sugestões de temas, dicas, textos próprios, enfim, vamos movimentar isso aqui!</p>
<p>Beijão&#8230;</p>
<p>M. (Femme Piano)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/queerandhappy.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/queerandhappy.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/queerandhappy.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/queerandhappy.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/queerandhappy.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/queerandhappy.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/queerandhappy.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/queerandhappy.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/queerandhappy.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/queerandhappy.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/queerandhappy.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/queerandhappy.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/queerandhappy.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/queerandhappy.wordpress.com/11/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=queerandhappy.wordpress.com&amp;blog=10701741&amp;post=11&amp;subd=queerandhappy&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Por que eu odeio &#8220;The L Word&#8221;</title>
		<link>http://queerandhappy.wordpress.com/2009/11/27/por-que-eu-odeio-the-l-word/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 15:31:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>femmepiano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Em resposta a um texto que causou muito babado no site da Parada Lésbica, escrevi esta carta-ensaio. Para quem se interessar, o debate original está em http://paradalesbica.com.br/2009/04/opiniao-de-um-hetero/ ************* Meu caro hetero, o seu problema começa justamente no enunciado do seu texto: NÃO TENHO PRECONCEITO? Faça-me o favor. Não quero bater nessa tecla pois esse ponto [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=queerandhappy.wordpress.com&amp;blog=10701741&amp;post=4&amp;subd=queerandhappy&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a um texto que causou muito babado no site da Parada Lésbica, escrevi esta carta-ensaio.</p>
<p>Para quem se interessar, o debate original está em <a href="http://paradalesbica.com.br/2009/04/opiniao-de-um-hetero/">http://paradalesbica.com.br/2009/04/opiniao-de-um-hetero/</a></p>
<p>*************</p>
<p>Meu caro hetero, o seu problema começa justamente no enunciado do seu texto: NÃO TENHO PRECONCEITO? Faça-me o favor. Não quero bater nessa tecla pois esse ponto já foi brilhantemente argumentado pelas colegas da Parada Lésbica.</p>
<p>Acontece que, embora seu texto seja extremamente sexista e homofóbico, (não irei me debruçar sobre eufemismos ao comportamento que você espelha, mesmo que de forma inconsciente), ele faz levantar uma coisa que raramente nós, lésbicas, muito hesitamos em enxergar&#8230;</p>
<p>Agora quem faz o papel de advogada do diabo sou eu. Mas, além de saudável, essa troca de papéis permite fundir esse seu olhar distanciado (e, se não grosseiramente afirmo, absolutamente estrábico) a uma inquietação que vem de dentro.</p>
<p>Incomoda-me, de certa forma, essa fetichização da lesbianidade. Essas &#8220;meninas de calcinha&#8221;, como você diz, muitas vezes reduzem o sentido de um relacionamento homoerótico à provocação do espectador, relacionamento esse que raramente se concretiza para além da exposição ao olhar fetichizado dos homens, e, mais recentemente, <strong>das próprias mulheres</strong>.</p>
<p>Estaremos todos condenados à imitação do belo, do bom, e da felicidade plena, todos inatingíveis?</p>
<p>Será que não passamos de meros &#8220;teasers&#8221; de nós mesmas, de simulacros de relacionamento que vivemos, individual e narcisisticamente, e que refletem e se refletem naquilo que enxergamos nas telas do cinema e da televisão mais “alternativa”?</p>
<p>Ser lésbica PODE ser mais, muito mais, do que essa estética &#8220;The L Word&#8221; nos traduz; acho que essa representação de mulheres bem sucedidas, lindíssimas, e geralmente brancas de classe alta esconde uma virtude e um grande equívoco; e como nada na vida é linear ou &#8220;perfeito&#8221;, devemos encarar os dois com a cautela de um bom espectador.</p>
<p>A virtude, a meu ver, está, sobretudo, na visibilidade, que, embora traga tantos paradoxos, é o respiro necessário pelo qual aguardamos e lutamos durante tantos anos. poder existir em paz, simplesmente, e isso marca uma mudança cultural importantíssima.</p>
<p>A contrapartida é que essa transformação se faz, em grande medida, no bojo do capitalismo, como grande parte dos fenômenos atualmente; essa liberalização do tabu da sexualidade segue, quase sempre, uma tendência à higienização, ao sexo que não é sexo, ao amor que não ama, à espetacularização.</p>
<p>Falando especificamente do mercado de produções culturais voltadas a mulheres lésbicas, é incrível como esse movimento de “democratização dos espaços” no mercado do erotismo se dá em um jogo de cena, de blague, onde o que se revela é a produção de corpos perfeitos e de um erotismo totalmente previsível; tudo isso com cara de mundo real.</p>
<p>Nos reality shows, nos “dramas reais”, e mesmo no pornô que se pretende o máximo amador possível existe, o tempo todo, essa busca de se tatear uma dramacidade invisível: temos que gemer alto, temos que gritar, temos que nos insinuar como as mais belas e profissionais atrizes do prazer.</p>
<p>Devemos ser gostosas E bem sucedidas; temos que ser femininas ou masculinas, ativas ou passivas,  tudo segundo o caderno de receitas&#8230;</p>
<p>Não tenho nada contra o entretenimento. Não o trato como se fosse uma coisa banal; começo a ter um certo comichão de inquietude quando, por outro lado, essas representações começam a operar formas de opressão no mundo real. Por que aceitar a cabeleireira do The L Word e não uma “fancha de peixeira” da periferia? Por que aceitar a feminilidade esplêndida da Carmen (seria difícil o contrário!), e não as mulheres do dia-a-dia, que se constróem femininas como querem e podem?</p>
<p>Sinto que esse tipo de referência produz uma nova ditadura de estereótipos, que se imprime nos corpos e nas mentes de muita gente por aí&#8230; e, se cada um tem o direito de pensar o que quer, isso não quer dizer que as ideias e valores não devam ser discutidos, principalmente quando geram dinâmicas de opressões silenciosas entre nós mesmas.</p>
<p>Sempre me olham feio quando digo que não gosto de “The L Word”. E não consigo gostar. Primeiro que a trama me soa fake; não me identifico!!! E odeio essa ditadura do senso comum, de que por ser lésbica você TEM QUE GOSTAR da primeira (e única?) série que foi bondosamente idealizada PRA VOCÊ.</p>
<p>Não vou ciscar as migalhas, eu sinto muito, mesmo que elas apareçam tentadoramente corporificadas na forma de quase deusas apolíneas. Acho muito mais interessantes as metáforas geniais de “True Blood”, o humor provocante de “Beijando Jessica Stein”, até o romance da Lília Cabral com a Paula Burlamaqui na novela, o tal “romance sem beijo”, me causava mais simpatia.</p>
<p>Meu problema com “The L Word” é todo o teatro de construção da lesbianidade como fusão de formas pré-definidas de masculinidade e feminilidade. É como se, aos olhos do público, o fato de ser uma iniciativa “inovadora” lhe conferisse legitimidade para virar um discurso pop canônico sobre “o que é ser uma lésbica de verdade”. Nada contra o pop por definição, tudo contra o “mainstreaming” que nos acena com soluções prontas e torna nebulosa a possibilidade de irmos além.</p>
<p>Basta ir ao Vermont Itaim para ver, in loco, do que estou falando.</p>
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